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Spotify Inova: Novo Sistema de Royalties Valoriza Artistas com Política de Contagem Mínima

Spotify Inova: Novo Sistema de Royalties Valoriza Artistas com Política de Contagem Mínima

O Spotify se prepara para implementar uma série de alterações significativas em seu modelo de pagamento de royalties, com o objetivo de assegurar que a receita alcance os artistas legítimos, conforme relatado pela Music Business Worldwide.

Essas mudanças têm o potencial de bloquear mais de um bilhão de dólares em pagamentos, que serão então redistribuídos para beneficiar aqueles que atenderem aos novos critérios estabelecidos. Entre as novas diretrizes, estão inclusas a necessidade de uma contagem mínima anual de streams para acionar um pagamento, bem como um tempo mínimo que uma faixa deve ser reproduzida para ser contabilizada como stream, especialmente em alguns gêneros. Além disso, serão aplicadas sanções financeiras para combater atividades fraudulentas. É importante mencionar que esse anúncio ocorre após vazamentos de informações sobre o novo serviço "Super Premium" da plataforma.

Embora números exatos não tenham sido fornecidos, a partir do primeiro trimestre de 2024, o Spotify introduzirá um requisito mínimo de streams que uma faixa deve alcançar para começar a acumular pagamentos de royalties. Isso visa desmonetizar faixas que atualmente geram, em média, menos de cinco centavos por mês, e estima-se que o limite mínimo será de aproximadamente 17 reproduções por mês ou 200 por ano.

De acordo com o Spotify, apenas 0,5% das músicas enviadas para a plataforma não atingem esse limite. No entanto, essa ação permitirá que a plataforma destine cerca de US$ 40 milhões em pagamentos de royalties a artistas mais populares. É importante observar que, atualmente, royalties de faixas que não atingem esse nível muitas vezes não chegam aos criadores e, em vez disso, ficam retidos por agregadores terceirizados, que só permitem saques quando um determinado valor é atingido.

A partir do próximo ano, também serão aplicadas penalidades financeiras a distribuidores de música, incluindo editoras, quando atividades fraudulentas forem detectadas. A prática de aumentar artificialmente a contagem de streams com "plays" ilegítimos, alimentados por IA ou "stream farms" humanos, tem sido uma preocupação de longa data. O Spotify já tomou medidas para remover dezenas de milhares de faixas de seu banco de dados devido a isso. Além disso, surgiram relatos sobre a ação de criminosos organizados, que estão carregando faixas geradas por IA e utilizando métodos artificiais para aumentar as reproduções como uma nova fonte de receita.

Por fim, o conteúdo não musical, como ruído branco e batidas binaurais, será sujeito a regulamentações mais rigorosas na plataforma. A partir do início de 2024, os produtores desses tipos de faixas deverão atender a um tempo mínimo de reprodução antes que sejam contabilizados como um stream. Isso visa evitar playlists compostas por centenas de "músicas" extremamente curtas, cada uma delas contando como um stream individual de acordo com as regras atuais. A duração exata desse limite ainda não foi confirmada.

Em resposta, um porta-voz do Spotify declarou à Music Business Worldwide: "Estamos sempre avaliando maneiras de servir melhor aos artistas e frequentemente discutimos com nossos parceiros como promover a integridade da plataforma."

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